terça-feira, 26 de julho de 2011

A diferença entre Paixão e Amor


Tu és toda formosa (o), amada (o) minha (meu), e em ti não há mancha.” (Cantares 4:7)

Hoje o dia amanheceu tão lindo, cheiro de flor, o coração batendo mais forte, e não consigo tirar alguém dos meus pensamentos. Háaaaa. Minha respiração está ofegante, estou desconcentrada (o), um leve (mais que leve) suor nas mãos. Minhas palavras insistem em tremer só de pensar em seu nome. Quando chego perto, que sensação estranha, tremo, fico gelada, e não dá vontade de ir embora.

Quem de nós nunca teve estes sentimentos tão gostosos em nossos corações. É uma das fases mais preciosas de nossa adolescência e juventude, (um dia fui falar isso em um encontro de idosos, me perguntaram por que eu falava só para os jovens já que eles se apaixonam e tem as mesmas sansões, confesso que fiquei envergonhada) e é verdade, me casei com um homem 14anos a mais que eu e o vi apaixonado, parecíamos dois adolescentes. Háaaaa, como é bom apaixonar.

Nós cristãos somos muito acostumados a ver a paixão como algo ruim, sofredor, inconseqüente. Mas ela pode se tornar assim se você perder o equilíbrio o juízo. Mas vamos lembrar dela como algo bom. Não podemos perder a nossa capacidade de entrega como fazemos quando estamos apaixonados. Não vemos dificuldades nos encontros, não vemos dias ruins ou bons, nosso humor fica maravilhoso. E sempre estamos dispostos a dar e receber carinho, atenção e muito amor.

Ao nos apaixonar nos tornamos mais fáceis de lidar, perdemos nossa capacidade de criticar tudo e todos, FICAMOS COMO QUEM SONHA. Joelhos que não conseguem sustentar o corpo. Caímos sempre de cabeça nestas tonturas. Isso não é meramente frase de escritor, é a realidade que tanto temos saudades. E desejamos voltar a viver.

A paixão tem tempo para acabar, não podemos viver eternamente estes cala-frios. Eles precisam cessar para nossa vida voltar ao normal. Afinal haja coração para tanto. A partir dai começa o namoro, e o desejo de estarem juntos no casamento.
O que nunca podemos perder é o desejo de estarmos juntos, compartilhar experiências, o amor ardente (mesmo que tenha dias em que o que desejamos é sumir no mundo e dar um fim no namorado (a)).

Corremos menos risco de erros, quando não queimamos etapas, não passamos dos limites e nem comemos o lanche antes do recreio.
Não podemos viver apaixonados para não corrermos o risco de decepções constantes, jovens se deixam enganar facilmente pelas paixões, mas quando ela ultrapassa e se torna amor ai sim somos felizes.
Não nos apaixonamos para passar tempo, queremos é conhecer alguém. Por isto sou contra namoros longos e fora de uma idade onde possam assumir compromissos sérios. Não namoramos para não ficar só. Namoramos para conhecer e construir juntos uma família.
Corremos muito risco de nos enganar e enganar a outros quando nos deixamos levar por paixões levianas. Quando deixamos nossos corações soltos a todos os sentimentos que batem à porta. Confie em Jesus, ao invés de ficar ai olhando para cada corpo e rosto bonitinho que passa, aprenda a buscar de onde vem esperança – Jesus Cristo. “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”(Salmos 37:5)

Confiar em Cristo é um dos atributos que os jovens apaixonados precisam aprender. A CARNE É FRACA, sei disso, aprendi com a vida. Mas sem cristo erramos. Esperar tranquilo e despreocupado mesmo que todos os jovens e adolescentes estejam namorando e você não. Não siga cada carruagem que passa. Espere a sua vez, seu tempo chegará. Cuide de ser um bom filho, boa ovelha, as coisas vão acontecendo ao seu tempo.

O carinho é importante, mas este não é o seu tempo. Aprenda a estudar, dar conta de controlar sua própria vida. Seus sentimentos, o tempo se encarrega de organizar sua vida, e Deus em Cristo de colocar a pessoa certa em seu caminho.
Carinho produz desejo sexual e desejo sexual despertado na hora errada produz fruto indesejado, insatisfação, frustração. Os jovens esqueceram, ou nem conhecem o afago, um carinho sutil, querem logo despertar o mais dramático, mas prazeroso de um relacionamento, mas não estão preparados para a carga de responsabilidade que isto acarreta. NÃO ADIANTA ME DIZER QUE VOCÊ SABE ATÉ ONDE IR. Te afirmo, NÃO SABE E NUNCA SABERÁ brincando com fogo. Vai se queimar e queimar sonhos de outros.

Vou apenas deixar um conselho aos jovens, e conselho deve-se ouvir, e pensar nele. Este conselho foi dado por Salomão aos jovens de sua época, valido até hoje para que possamos preservar a nossa vida santa e agradável a Deus e não termos do que nos envergonhar mais tarde, e podermos curtir nossa vida com amor, paixão e alegria. “Não acordeis, nem desperteis o amor, até que ele o queira” (cantares de Salomão 2:7b)


http://estudos.gospelmais.com.br/a-paixao.html

*S2* "Estou convencido de que aquele que começou a boa obra em vocês, vai completa-la até o dia de Cristo Jesus." (Filipenses 1:6) *S2*

domingo, 24 de julho de 2011

Não deixe seu casamento chegar a falência!

Dois amigos surdos se encontram no meio do caminho e se cumprimentam…
— Olá, que bom te ver! Vai pescar?
— Não! Eu vou pescar.
— Ah! Tá bom! Pensei que você fosse pescar…

Engraçadinha a história, mas o fato é que, mais ou menos, é assim que homens e mulheres tendem a conversar na maioria das vezes.
Depois de demonstrar toda a sua atenção, carinho e, principalmente, excitação sexual, qual homem nunca se surpreendeu com a pergunta repentina de uma mulher: “você me ama?” ?
Já, as mulheres, sentem-se desoladas e inseguras quando descobrem que o seu parceiro jamais consegue entendê-la profundamente. Superficialmente talvez, mas, completamente, eles nunca conseguem perceber todos os sinais tão claros e óbvios que elas dão sobre suas necessidades de serem simplesmente abraçadas, ouvidas ou ganharem um chocolate sem precisar pedir.

Em 99% dos casos, o problema não está na falta de amor ou algum desvio de conduta, mas na forma como homens e mulheres comunicam este amor que sentem um pelo outro. A questão é que homens, naturalmente, olham e sentem o mundo através da perspectiva deles, homens/machos, e julgam agradar as mulheres com aquilo que agrada a eles mesmos; semelhantemente as mulheres, pensando com categorias femininas, procuram satisfazer ao homem dando a eles o que elas desejariam receber. As duas experiências são completamente frustrantes e insuficientes para os dois lados. Homens e mulheres deveriam prestar mais atenção nas necessidades do outro e não somente concluírem que as suas próprias carências, refletidas no outro, é o que ele/ela desejaria receber. Até aqui, nada demais, muitos livros, sites, programas de TV, terapeutas e artigos de revistas masculinas e femininas já disseram tudo isso e ainda vamos continuar encontrando alguém fazendo sempre a mesma pergunta: “onde é que eu estou errando, então?”.

Não sou do tipo “conselheiro sentimental”, não me sinto “o experiente” ou “o sabe tudo”, eu também enfrento meus desafios diários nos relacionamentos, muitas vezes pedindo socorro. Tal qual o ferido que tenta ajudar outros feridos a se curarem também, eu vou construindo minha vida e aprendizado como qualquer ser humano normal da terra, na base da tentativa e erro. Ainda não dá para saber se mais errei ou se mais acertei até aqui, mas olho pra frente esperançosamente e continuo caminhando com alegria. Volta e meia algumas lágrimas me vêm aos olhos ou à lembrança tentando me paralisar, mas olho novamente para o caminho e volto a sorrir.

Às vezes, antevendo problemas já vividos por mim ou por conhecidos, dou a volta por outro caminho e aprendo a encontrar novas soluções para velhas questões. Algumas vezes dá certo, outras vezes é preciso percorrer todo o caminho de volta e descobrir que não existe fórmula pronta, nem mágica, para construir um relacionamento saudável para ambos.
Se existe um caminho para encontrar a resposta certa ou mais próxima do ideal, a exigência padrão em todas as situações é: amor, verdade, dedicação e paciência. Sem estes quatro elementos funcionando e interagindo entre si e entre um homem e uma mulher não dá para encontrá-lo.

No que tange à praticidade do dia-a-dia, correndo o risco talvez de ser um tanto reducionista demais, mas falando de forma simples, franca e sem rodeios sobre os caminhos daqueles que se amam, os dois lados precisam entender que, via de regra, homens se prendem com as pernas abertas; as mulheres com carinho e segurança todos os dias.
Não há nada mais terrível para uma mulher do que um homem que não a trate como prioridade, que não lhe transmita uma certa estabilidade emocional, cumplicidade ou que não saiba ouvi-la nem respeitá-la. Por outro lado, os homens tendem a se sentir extremamente desmotivados e se distanciam de relacionamentos onde suas parceiras não demonstram, de forma objetiva e prática, que sentem admiração e desejo sexual por ele.

Falando assim pode parecer meio machista para as mulheres, mas a verdade é que, uma mulher que pretenda segurar espontaneamente, em amor, o seu marido, deve se comportar como se fosse o sonho de consumo sexual dele e se dar todos os dias. Sim! Todos os dias mesmo! No entanto, o homem que deseja a fidelidade e admiração de sua esposa, deve aprender a cativá-la e cultivar o amor, o respeito, o carinho, a atenção dispensada, os cortejos, as lembranças, as declarações verbais e físicas de amor, a sensação de proteção, a entrega da própria vida em favor da amada e o amparo emocional durante toda a vida em comum e não somente durante a conquista.

Na visão bíblica do apóstolo Paulo, a falta de relações sexuais entre um casal é o motivo pelo qual muitos casamentos são tentados e, algumas vezes, levados à falência. Ele diz: “Não se recusem (sexualmente) um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.” (I Coríntios 7.5)
Não somente o sexo, mas a relação comum-unitária entre um homem e uma mulher em toda a sua complexidade, intimidade e conjugalidade são expressões profundamente espirituais. O apóstolo Pedro demonstra esta realidade afirmando o seguinte: “Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.” (I Pedro 1.7)

Tirando o que não seja perversão, doença ou indignidade; entre um casal que se ama e resolve assumir a vida em comum, vale toda a entrega, toda a doação, toda a busca sexual e prazerosa como culto de gratidão ao Senhor e comunhão entre marido e mulher. E por relação sexual não considero somente o coito em si, mas o olhar, o abraço, a poesia, a devoção, a parceria, a dança, a fidelidade, o carinho, o pensamento, o peito e corpos mutuamente abertos um ao outro.

O Deus que criou o gozo sexual te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Fonte: Pablo Massolar - http://estudos.gospelmais.com.br/sexo-e-oracao.html


*S2* "Estou convencido de que aquele que começou a boa obra em vocês, vai completa-la até o dia de Cristo Jesus." (Filipenses 1:6) *S2*